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The Ballad Of Blind Tom

Elton John

Poder, espetáculo e racismo em “The Ballad Of Blind Tom”

Em “The Ballad Of Blind Tom”, Elton John e Bernie Taupin miram menos o “gênio” e mais o olhar que o cerca, explora e lucra. As vozes se alternam — plateia, “general”, narrador e o próprio Tom — revelando a tensão entre admiração e desumanização: “Say that boy’s a wonderment / No! The kid’s a freak” (Dizem que esse garoto é um prodígio / Não! O moleque é uma aberração). O paternalismo do empresário/proprietário aparece em “General he’s a fine old man / Treat him like his own” (O general é um bom velho / Trata-o como se fosse seu), assim como a exploração financeira em “Boy wouldn’t know from money / Just throw old Blind Tom a bone” (O garoto não entende nada de dinheiro / Só joguem uma migalha para o velho Blind Tom). Quando Tom fala, ele exibe a façanha real — “Play me anything you like / I’ll play it back to you” (Toque o que quiser para mim / Eu toco de volta para você) — e confronta rótulos: “Be careful what you call me though… I may be an idiot / I may be a savant” (Mas cuidado com o que você me chama… Posso ser um idiota / Posso ser um savant). Há desejo e escolha em “I didn’t choose this life for me / But it’s something that I want” (Eu não escolhi essa vida para mim / Mas é algo que eu quero), enquanto “His black hands resting on the keys” (Suas mãos negras repousando nas teclas) recoloca a pessoa por trás do espetáculo.

As imagens situam classe, tempo e poder. “From the times of king cotton” (Dos tempos do rei algodão) ancora a história no Sul escravista que seguiria sob Jim Crow; “All you jim crow monkeys” (Todos vocês macacos de Jim Crow) reproduz o vocabulário racista para expor a desumanização. O alcance social surge em “Entertaining royalty / All points east, west and in-between” (Entretenho a realeza / Em todos os lugares: leste, oeste e no meio), enquanto “starched collars and cigars” (golas engomadas e charutos) sinaliza a elite branca que o consome como curiosidade. “Hoppin’ like a big old frog / And hissin’ like a train” (Pulando como um sapão / E chiando como um trem) tanto descreve sua habilidade de imitar sons quanto o reduz a truque. A lógica de propriedade se fecha em “He weren’t no use for slavin’ / I wouldn’t want him in my yard” (Ele não servia para o trabalho escravo / Eu não o queria no meu quintal). No álbum The Diving Board, essa biografia vira uma balada sobre espetáculo e exploração, racismo e desumanização, mas também sobre a fresta de agência de um músico que escolhe tocar e ser ouvido.

Composição: Elton Jhon / Bernie Taupin. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

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