
Vida marvada
Ely Camargo
“Vida marvada”: cotidiano e resignação no campo brasileiro
A música “Vida marvada”, de Ely Camargo, retrata com bom humor e resignação a dura rotina do trabalhador rural brasileiro, especialmente diante da infertilidade do solo e da falta de recursos. O verso “Num sei pruquê que aqui num nasce nada / É só capim, só mato, espinharada” mostra de forma clara a frustração de quem trabalha duro, mas não vê resultado, levando ao conformismo expresso no refrão: “Eh! Vida marvada / Num dianta fazer nada / Pra que se esforçá / Se não paga a pena trabaiá?”. A expressão “vida marvada” resume o sentimento de luta constante e pouco reconhecimento, algo comum no contexto rural do Brasil.
Mesmo diante das dificuldades, a letra valoriza pequenos prazeres e a simplicidade do campo, como viver “Numa casinha branca de sapê / Com uma muié a nos fazê carinho / Uma galinha, dois ou três pintinho”. O uso de linguagem coloquial e expressões regionais, como “vancê” e “muié”, aproxima a canção da fala popular, reforçando a autenticidade e o humor resignado diante das adversidades. Assim, “Vida marvada” equilibra crítica social e aceitação do destino, oferecendo um retrato sincero e acessível da vida rural brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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