
A Cigarra (part. Letícia Sabatella)
Elza Soares
Tradição e surpresa em "A Cigarra (part. Letícia Sabatella)"
"A Cigarra (part. Letícia Sabatella)", de Elza Soares, aborda de forma sensível como diferentes interpretações dos sinais da natureza refletem a diversidade das tradições populares brasileiras. O verso “Quando a cigarra cantou clareou, clareou / Quando a cigarra cantou clareou, me enganou” faz referência a um episódio real: Letícia Sabatella associava o canto da cigarra à chegada da chuva, enquanto Elza Soares via como sinal de sol. Essa diferença de percepção aparece na letra como metáfora para as incertezas da vida e a importância de aceitar que nem tudo é previsível ou controlável.
A música também destaca a tradição de pedir proteção a Santa Clara, conhecida por ser invocada para garantir tempo bom, reforçando o desejo de clareza diante do inesperado. Ao mesmo tempo, celebra o encantamento diante dos fenômenos naturais, como no trecho “Quando a cigarra cantou teu cantar, me encantou”. Elementos como o cheiro de terra molhada e a “água que veio do céu, abençoada” criam uma atmosfera de renovação e esperança. Assim, a canção transmite uma mensagem sobre acolher as surpresas da vida com gratidão, mostrando que há beleza mesmo quando as expectativas não se realizam.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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