
Maria da Vila Matilde
Elza Soares
Resistência e denúncia em “Maria da Vila Matilde” de Elza Soares
Em “Maria da Vila Matilde”, Elza Soares aborda de forma direta e contundente a luta contra a violência doméstica. A repetição do verso “Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim” deixa claro o rompimento com o ciclo de agressão e a determinação da personagem em não aceitar mais abusos. O uso do número 180, telefone oficial para denúncias de violência contra a mulher no Brasil, mostra que a protagonista conhece seus direitos e incentiva outras mulheres a denunciarem, reforçando o papel da música como instrumento de empoderamento feminino.
A letra constrói uma narrativa de autodefesa, usando situações do cotidiano e ameaças simbólicas, como “jogo água fervendo”, “solto o cachorro” e “apontando pra você eu grito: Péguis-ss-ss-ss”, para mostrar a disposição da mulher em se proteger. O trecho “E quando o samango chegar / Eu mostro o roxo no meu braço” faz referência à chegada da polícia e à apresentação de provas da agressão, enquanto a devolução dos pertences do agressor (“teu baralho, teu bloco de pule, teu dado chumbado”) simboliza o fim da relação. O título, ao citar Vila Matilde, bairro de São Paulo, reforça que a força da personagem é tão grande quanto a da própria Lei Maria da Penha, tornando “Maria da Vila Matilde” um símbolo de resistência e coragem para mulheres que enfrentam a violência doméstica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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