
Milagres
Elza Soares
Resistência e esperança em meio ao caos em “Milagres”
A música “Milagres”, interpretada por Elza Soares, expõe de forma clara a tensão entre a dura realidade social do Brasil dos anos 1980 e a força de resistência do povo. O verso “Nossas armas estão na rua / É um milagre / Elas não matam ninguém” faz referência direta à violência urbana crescente naquele período, mas também sugere uma esperança improvável: apesar da presença constante de armas, ainda é possível evitar tragédias. O uso da palavra “milagre” na letra é carregado de ironia e resiliência, mostrando que sobreviver à fome e à violência é, por si só, um feito extraordinário.
O trecho “A fome está em toda parte / Mas a gente come / Levando a vida na arte” destaca a pobreza e a desigualdade, mas também valoriza a criatividade e a cultura como formas de resistência. Já a frase “Todos choram / Mas só há alegria” reforça a dualidade entre sofrimento e esperança, mostrando que, mesmo diante das dificuldades, o povo encontra motivos para sorrir, seja como enfrentamento ou como fuga. Ao final, quando Elza responde “Milagres, milagres” à pergunta sobre como lida com tudo isso, ela resume a mensagem central: sobreviver e manter a esperança em meio ao caos é, para muitos brasileiros, um verdadeiro milagre. Composta por Cazuza e Frejat, a canção ganha ainda mais força na voz de Elza Soares, símbolo de luta e resiliência, tornando a mensagem autêntica e impactante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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