
Negão Negra (part. Flávio Renegado)
Elza Soares
Afirmação e resistência negra em “Negão Negra” de Elza Soares
Em “Negão Negra (part. Flávio Renegado)”, Elza Soares e Flávio Renegado transformam a repetição de “Negão, negão, negão” e “Negra, negra, negra” em um grito de orgulho e afirmação. Ao ressignificar palavras historicamente usadas de forma pejorativa, a música as transforma em símbolos de resistência e identidade. A letra é um manifesto contra o racismo estrutural e uma homenagem à ancestralidade africana, como fica claro em versos como “Nunca foi fácil / E nunca será / Para o povo preto / Do preconceito se libertar”, que expõem a luta diária da população negra no Brasil.
A canção faz referências diretas à história e à cultura negra, como em “Wakanda é o meu mundo, Palmares setor a base”, unindo o universo fictício de Wakanda, símbolo de poder negro, ao Quilombo dos Palmares, ícone real de resistência à escravidão no país. O pedido para que “a escravidão não volte nunca, nunca, nunca mais” e as menções aos orixás reforçam a conexão espiritual e o respeito às raízes africanas. O videoclipe amplia essa mensagem ao mostrar imagens de violência racial e homenagear vítimas do racismo, tornando a música um hino de orgulho, luta e esperança, celebrando a força e a beleza da identidade negra diante da opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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