
Nega Dina
Emílio Santiago
A Dina subiu o morro do Pinto
Pra me procurar
Não me encontrando, foi ao morro da Favela
Com a filha da Estela
Pra me perturbar
Mas eu estava lá no morro de São Carlos
Quando ela chegou
Fazendo encrenca, criando quizumba
Dizendo que levou
Meu nome pra macumba
Só porque faz uma semana
Que eu não deixo uma grana
Pra nossa despesa
Ela pensa que a minha vida é uma beleza
Eu dou duro no baralho
Pra poder viver
A minha vida não é mole, não
Entro em cana toda hora sem apelação
Já ando atrasado e sem paradeiro
Sou um marginal brasileiro
Eu sou um marginal brasileiro
Eu sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro




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