
Vida de Cão
Ena Pá 2000
Crítica social e sarcasmo em "Vida de Cão" do Ena Pá 2000
"Vida de Cão", do Ena Pá 2000, utiliza o sarcasmo e o humor ácido para retratar a dura realidade dos trabalhadores marginalizados em Portugal nos anos 90. A música transforma situações degradantes do cotidiano em imagens quase cômicas, mas sempre com um olhar crítico. Expressões como “dormir com pulgas no colchão” e “lamber as botas ao patrão” são metáforas diretas para a precariedade e a humilhação enfrentadas por quem vive à margem, especialmente os trabalhadores braçais.
O sarcasmo se intensifica em versos como “viver da televisão” e “trabalhar na construção”, que apontam para uma rotina de alienação e exploração. O domingo, tradicionalmente visto como dia de descanso, é retratado como um momento de escapismo barato, com menções a “ir com um puta para a pensão” ou “beber tinto do garrafão”. A música não poupa críticas à desigualdade social, como em “comer merda em vez de pão” e “engordar o tubarão”, mostrando o sacrifício do trabalhador para enriquecer os poderosos. O tom grotesco de versos como “escorregar num cagalhão, bater com as trombas no chão” reforça o absurdo da vida difícil, culminando no desfecho trágico de “ser esmagado por um camião”. O humor nonsense e provocativo do Ena Pá 2000 serve para expor, sem rodeios, a frustração e o desespero de quem leva uma verdadeira "vida de cão".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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