
Piano Bar
Engenheiros do Hawaii
Solidão e encontros passageiros em “Piano Bar”
Em “Piano Bar”, dos Engenheiros do Hawaii, a música explora a frustração e o desencontro nas relações humanas, já evidentes nos versos iniciais. A letra destaca a dificuldade de corresponder plenamente às expectativas do outro, usando imagens como “Como um barco perde o rumo / Como uma árvore no outono perde a cor” para ilustrar a sensação de perda e a transitoriedade dos sentimentos. Assim como elementos da natureza mudam, os vínculos e emoções também se transformam e, muitas vezes, se desfazem.
O trecho “No táxi que me trouxe até aqui / O Júlio Iglesias me dava razão” faz referência ao cantor espanhol, conhecido por suas músicas sobre amor e perda, ampliando o sentimento de solidão do protagonista. O ambiente do piano bar, marcado pelo neon e pela atmosfera noturna, serve como um refúgio temporário para quem busca consolo, mas também ressalta a efemeridade desses encontros. O surgimento da “guria” — termo regional que aproxima a narrativa do universo gaúcho dos Engenheiros do Hawaii — representa a tentativa de preencher o vazio existencial, mesmo que de forma passageira: “Ela apareceu, parecia tão sozinha / Parecia que era minha aquela solidão”. A repetição da ideia de solidão compartilhada mostra que, mesmo juntos, os personagens continuam marcados pela incompletude, tornando a música um retrato sensível da busca por conexão em meio à impermanência das relações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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