
Fé Nenhuma
Engenheiros do Hawaii
Ceticismo e individualismo em "Fé Nenhuma" dos Engenheiros do Hawaii
Em "Fé Nenhuma", os Engenheiros do Hawaii expressam um forte ceticismo diante das ideologias políticas e sociais que marcaram o Brasil dos anos 1980. A letra deixa claro que o narrador não se identifica nem com propostas revolucionárias nem com posturas conservadoras. Isso fica evidente nos versos: “Mas ninguém tem o direito / De me achar reacionário / Não acredito no teu jeito / Revolucionário”, onde o eu lírico rejeita rótulos e demonstra desconfiança tanto em relação ao status quo quanto às promessas de mudança. O contexto histórico da época, com transições políticas e frustrações em relação a movimentos sociais, reforça esse sentimento de descrença.
O refrão repetido, “Não levo fé nenhuma em nada!”, destaca o distanciamento emocional do narrador, que se recusa a aderir a discursos otimistas ou engajados. Trechos como “Eu não vou morrer de fome / Eu não vou morrer de tédio / Eu não vou morrer pensando / Qual seria o remédio” mostram uma postura de autossuficiência e resignação, sugerindo que o narrador prefere se manter à parte das lutas coletivas por não acreditar em soluções reais. A ironia aparece quando ele reconhece os comentários sobre alienação, mas se coloca fora desse debate: “Mas eu não vivo de salário / Eu não vivo de ilusão”. Assim, a música apresenta uma visão desencantada e individualista, marcada pela falta de fé nas alternativas políticas e sociais do período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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