
Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém
Engenheiros do Hawaii
Ironia e crítica social em “Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém”
Em “Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém”, dos Engenheiros do Hawaii, a repetição do verso-título destaca uma ironia fundamental: ao pedir que o ouvinte não siga ninguém, a própria música se coloca como mais uma voz tentando influenciar. Esse paradoxo reforça o convite ao questionamento das normas sociais e à resistência ao conformismo, temas centrais tanto na letra quanto no contexto do álbum em que a faixa está inserida.
A canção retrata cenas urbanas marcadas pela exclusão e indiferença, como em “Tantas pessoas paradas na esquina / Assistindo a cena: pele morena, vendendo jornais / Vendendo muito mais do que queria vender” e “Criança pequena cheirando cola / Beijando a sola, do sapato”. Esses trechos evidenciam a desigualdade social e a apatia diante do sofrimento dos mais vulneráveis. Já em “E o que nos devem queremos em dobro / Queremos em dólar / Queremos agora”, a letra expressa uma cobrança por justiça e urgência por mudanças concretas, refletindo insatisfação com promessas não cumpridas.
O refrão e frases como “Se te disseram pra não virar a mesa / Se te disseram que o ataque é a pior defesa” incentivam a contestação das regras impostas e a busca por autonomia. O contexto do álbum, que marca uma fase mais direta e crítica da banda, reforça a postura incisiva da música, transformando “Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém” em um manifesto contra a passividade e a favor do pensamento independente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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