
A Fábula
Engenheiros do Hawaii
Crítica à previsibilidade em "A Fábula" dos Engenheiros do Hawaii
Em "A Fábula", os Engenheiros do Hawaii, liderados por Humberto Gessinger, usam ironia para criticar uma sociedade excessivamente racional e previsível. Logo no início, a música descreve um "planeta mecânico, lógico", onde até fenômenos naturais, como o pôr do sol, são reduzidos a gráficos e tudo se torna extremamente previsível. Gessinger faz uma adaptação do conceito de "The Logical Song" para o contexto brasileiro, destacando o absurdo de tentar transformar emoções em "métodos práticos" e o futuro em um "hábito burocrático". O tom sarcástico fica evidente em versos como: "Cá pra nós, tudo era muito chato / Era tudo tão sensato, difícil de agüentar", mostrando o tédio de uma vida sem espaço para o inesperado.
A música muda de direção quando "tudo que era tão sólido desabou". Esse colapso da previsibilidade, representado pelos "raios de sol na madrugada de um sábado radical", simboliza a volta da incerteza e da espontaneidade, vistas como libertadoras. No final, a canção valoriza o mistério: "Desconhecer o início e ignorar o fim / Da fábula". Gessinger sugere que não ter todas as respostas é desejável, pois devolve à vida a surpresa e a leveza que a lógica excessiva havia sufocado. Assim, a música faz uma crítica à rigidez da sociedade moderna e propõe, de forma irônica, que é melhor abraçar o desconhecido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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