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Avenida Sem Roteiro

Engrenagem Urbana

Letra

    Um dia qualquer
    Uma hora qualquer
    Uma sorte qualquer
    Um bem me quer mal me quer

    Algo me fez sorrir
    Tão rápido que nem vi
    Em outra esquina te vi
    Seguir tão solitário

    Você havia prometido
    Largar o cigarro
    Mais teu esforço tão leal
    Foi sempre conseguir um trago

    No bolso do casaco
    Eu trago algumas moedas
    Junto com algumas balas
    De hortelã e de canela

    Na praça banco pares
    Impar ideias
    Meninos e meninas
    Mochilas e bicicletas

    Um bêbado repassa
    Uma conversa indiscreta
    Quase tão obsceno
    É policia e novela

    Ele reza se diz
    Devoto na crença
    Também pudera
    Aqui quem o conhece

    O respeita
    E no balcão do bar
    A cada embriaguez se ouve
    Conversas
    De um novo horizonte

    Hoje eu quero ter a vida
    De um jeito bobo
    Nada do que tenha tema
    De cinema novo

    Alguém já assovia
    A canção da boemia
    O passista da esquina
    Se destina ao fim da noite

    Eu nem soube
    O nome do sujeito que dizia
    Que tem uma TV
    Que ainda esta na garantia

    Disse o nome dos filhos
    E do time que torcia
    Narrando um gol do biro biro
    Num parmera e curintia

    Disse que antes fora
    Jogador na várzea
    Nenê vila matilde
    Era mestre velha guarda

    Conhece a vida
    As coisas boas e ruins
    Trajando a camisa branca
    E a desbotada calça jeans

    A ginga a malicia
    Que ganhara a longo tempo
    Calçadas percorridas
    Na cidade do sereno

    É o bom boêmio
    Contemplador da farra
    É do seu jeito
    Aposta tudo ou nada (truco)

    Bordeis e jogatinas
    Rotinas da madrugada
    Damas vagabundos
    E cachorros vira latas

    Um gato vadio
    Um beco sombrio
    A blusa de frio
    Na rua mais um viril (eu)

    Hoje eu quero ter a vida
    De um jeito bobo
    Nada do que tenha tema

    De cinema novo
    Alguém já assovia
    A canção da boemia
    O passista da esquina
    Se destina ao fim da noite

    É que de vez em quando eu gosto de sair
    de bar em bar, e ouvir conversas,
    ouvir mentiras, e contar algumas também,
    porque no bar todo mundo é igual
    já dizia o poeta, compartilhando
    frustrações e alegrias
    colecionando
    frustrações e alegrias
    avenida sem roteiro, Samuel Porfirio


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