
Bicho da Chuva
Ênio Medeiros
Sabedoria rural e tradição em "Bicho da Chuva" de Ênio Medeiros
"Bicho da Chuva", de Ênio Medeiros, retrata com autenticidade a vida no campo gaúcho, destacando a sabedoria popular transmitida de geração em geração. A música utiliza a observação das "lagartas pretas" como um oráculo natural, como no verso: “Os bicho-preto vem subindo na coxilha / Anunciando vento frio e temporal”. Essa crença regional mostra como os moradores do interior interpretam sinais da natureza para prever mudanças climáticas, um conhecimento essencial para quem depende da terra.
A letra também evidencia o distanciamento entre gerações, especialmente entre os mais velhos, que carregam esse saber, e os jovens urbanos, que desconhecem essas tradições. Isso fica claro em: “vou contando pra esses jovens de caderno / Que nunca viram uma lagoa virar vidro / Nem bicho-preto anunciar o rigor do inverno”. Ênio Medeiros lamenta a perda desse contato direto com a natureza, valorizando a tradição oral e o aprendizado prático do campo. O refrão reforça o orgulho pela rotina simples e pelo convívio familiar, como em “To no meu rancho mateando com a minha china”. Assim, a canção celebra a cultura rural do Rio Grande do Sul, exaltando a conexão com a terra e a importância de preservar os saberes antigos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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