exibições de letras 91

o caminhão do Florentino

Ênio Medeiros

Letra

    Um Femenê cara chata feio de lata e motor
    Meio bege furta-cor
    Pendendo pra um desbotado
    Era assim o mal falado
    Caminhão do florentino
    Que nunca errava o destino
    Chegava sempre atrasado

    Até os cusco disparava daquela máquina estranha
    Que nos brete da campanha ia engolindo distância
    Em tempo de abundância sobrando frete barato
    Puxava lenha do mato para venda nas estâncias

    Na carcaça algo quebrado o picumã na descarga
    São marca de mudança larga
    Comendo poeira da estrada
    A palanca improvisada
    Por quebra galho ou desleixo
    Teimoso e duro de queixo
    Freiava em dez pedala
    A palanca improvisada
    Por quebra galho ou desleixo
    Teimoso e duro de queixo
    Freiava em dez pedaladas

    Radiador de goela seca
    Bebendo água de sanga
    Lerdo igual um boi de canga
    Seguia o caminhãozito
    Roncando forte e bonito
    Batendo biela e bronzina
    Quando falhava a buzina
    O dono pegava o grito

    Radiador de goela seca
    Bebendo água de sanga
    Lerdo igual um boi de canga
    Seguia o caminhãozito
    Roncando forte e bonito
    Batendo biela e bronzina
    Quando falhava a buzina
    O dono pegava o grito: Sai da frente rapaz!

    Coitado do florentino na lida do dia a dia
    Às vezes se dividia mecânico chofer
    Era lindo de se ver
    Dois parceiros lado a lado
    Tanto tempo já rodado
    E vendo a vida envelhecer

    O florentino coitado na lida do dia a dia
    Às vezes se dividia entre mecânico chofer
    Era lindo de se ver
    Dois parceiros lado a lado
    Tanto tempo já rodado
    E vendo a vida envelhecer
    Botei meia estrada feia
    A lida seguia breca
    Era seis pneu careca
    E um estepe na pior
    Rotina de poeira e Sol mapeando a pampa charrua
    Dava carona pra Lua e sabia a estrada decor
    Rotina de poeira e Sol mapeando a pampa charrua
    Dava carona pra Lua e sabia a estrada decor

    Radiador de goela seca bebendo água de sanga
    Lerdo igual um boi de canga tocava o caminhãozito
    Roncando forte e bonito
    Batendo biela e bronzina
    Quando falhava a buzina
    O dono pegava o grito

    Radiador de goela seca bebendo água de sanga
    Lerdo igual um boi de canga tocava o caminhãozito
    Roncando forte e bonito
    Batendo biela e bronzina
    Quando falhava a buzina
    O dono pegava o grito

    Radiador de goela seca bebendo água de sanga
    Lerdo igual um boi de canga tocava o caminhãozito
    Roncando forte e bonito
    Batendo biela e bronzina
    Quando falhava a buzina
    O dono pegava o grito: Sai da frente boca aberta mal!


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Ênio Medeiros e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção