Mulher prezada e descabida
Sem rumo e além do viver
Corre as torrentes perdidas
Sem ilusão desvalida
Na ânsia de te querer
Como quem passa no mundo
Arrastando o coração
Sofrendo sufoco profundo
Nos cabarés tão imundos
Nas dores das solidão

Me rói, me dói, consome
Me rasga, me queira, me come
Me vira ao avesso, me dá outro preço
Que eu não desmereço tua louca paixão
Me fere, me lambe, arrebenta
Me traga, me esfola, me aguenta
Arromba essa dor, me dá teu amor
Que eu sinto pavor no meu coração

Mulher calada e reprimida
Que se consome ao viver
Rola na cama, iludida
Na ilusão sucumbida
Na busca de não sofrer
Como quem vive no cio
Querendo alguma atenção
Sofrendo desprezo arredio
Vela tosca, sem pavio
Morrendo na solidão

Me mexe, remexe, destrói
Me deita, me fura, corrói
Me tira a razão, me faz de atração
Na pura ação desse teu prazer
Me puxa, me deixa demente
Me morde, me faz de contente
Que eu quero calor, me dá teu amor
Que eu sinto torpor que dá pra morrer

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Composição: Afonso Lima / Aurélio Melo · Esse não é o compositor? Nos avise.
Enviada por Lucas
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