
Maria Joana
Erasmo Carlos
Duplo sentido e crítica social em "Maria Joana" de Erasmo Carlos
"Maria Joana", de Erasmo Carlos, chama atenção pelo uso inteligente do nome como trocadilho para "marijuana". Lançada durante a ditadura militar, época marcada por forte censura, a música aborda de forma sutil o consumo de maconha, um tema considerado tabu e perigoso naquele contexto. A atmosfera leve e contemplativa da canção aparece em versos como “Eu vejo a imagem da Lua / Refletida na poça da rua / E penso da minha janela / eu estou bem mais alto que ela”, sugerindo um estado de elevação associado aos efeitos da substância, mas apresentado de maneira poética para escapar da repressão.
O refrão repetido, “Eu quero Maria Joana”, reforça o desejo de fugir da realidade, enquanto frases como “O amor vem como nuvem de fumaça” fazem referência tanto ao sentimento passageiro quanto ao ato de fumar, misturando metáfora e duplo sentido. O contexto histórico é fundamental: Erasmo Carlos precisou justificar a letra como homenagem a uma criança para evitar problemas com a censura. Assim, a música se tornou um protesto discreto e uma brincadeira com os limites impostos pela sociedade. Mesmo que Erasmo tenha deixado de cantar "Maria Joana" por não se identificar mais com a mensagem, a canção segue como exemplo de criatividade e ousadia diante da repressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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