
Paralelas
Erasmo Carlos
Solidão urbana e desejo em "Paralelas" de Erasmo Carlos
Em "Paralelas", Erasmo Carlos utiliza imagens do cotidiano urbano para expressar sentimentos de solidão e distanciamento emocional. A cena das "paralelas dos pneus na água das ruas" sugere não apenas o movimento repetitivo do carro, mas também a rotina mecânica da vida moderna, marcada pela alienação. O personagem, ao dirigir em alta velocidade, busca escapar dos próprios sentimentos, encontrando no carro e no asfalto um refúgio frio e impessoal. O verso "Só tens agora os carinhos do motor" reforça essa troca do afeto humano pelo conforto da máquina, evidenciando a solidão e a desconexão afetiva que permeiam a música.
A letra também aborda o contraste entre conquistas materiais e o vazio emocional. No trecho "e fico rico quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor", Erasmo Carlos mostra que o sucesso financeiro não supre a falta de sentimentos verdadeiros, pelo contrário, aumenta a distância emocional. As menções a pontos famosos do Rio de Janeiro, como o Corcovado e Copacabana, ampliam o contraste entre a grandiosidade da cidade e a sensação de invisibilidade do personagem. O grito do apartamento, "Teu infinito sou eu!", revela o desejo intenso de ser reconhecido e amado, enquanto a pessoa amada permanece distante, perdida nas "estradas nuas" da cidade. Assim, a canção constrói uma atmosfera melancólica, marcada pelo desejo não correspondido e pela solidão em meio à paisagem urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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