
Terror Dos Namorados
Erasmo Carlos
Duplo sentido e irreverência em "Terror Dos Namorados"
Em "Terror Dos Namorados", Erasmo Carlos utiliza o verbo "beijar" como uma metáfora para relações sexuais, uma estratégia inteligente para driblar a censura imposta pela ditadura militar nos anos 60. O próprio Erasmo revelou que escolheu a palavra "beijo" para substituir um termo sexual explícito, tornando a letra mais ousada do que aparenta. A repetição do verbo "beijar" e a autodeclaração como "beijador" reforçam esse duplo sentido, criando uma atmosfera de provocação e irreverência.
A música constrói a imagem de um conquistador irresistível, o "terror dos namorados", que beija "qualquer uma, garota que vier" e se orgulha de ter um beijo "diferente" que "tonteia a toda gente". Essa persona, presente em outras canções do início da carreira de Erasmo, ironiza e exagera o estereótipo do playboy da época de forma bem-humorada. O tom leve e divertido da letra, junto com a confissão de não conseguir parar de beijar, sugere tanto compulsão quanto prazer, além de destacar o desejo e a busca por companhia, como mostra o verso sobre os "brotos" que "detestam solidão". Assim, a canção se destaca como um retrato espirituoso da juventude dos anos 60, abordando temas de desejo e liberdade com leveza e criatividade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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