
O Bom
Erasmo Carlos
Juventude e irreverência em “O Bom” de Erasmo Carlos
A música “O Bom”, de Erasmo Carlos, destaca-se pela repetição marcante de “Ele é o bom”, que reforça a autoconfiança do personagem principal e, ao mesmo tempo, brinca com o exagero dessa autoafirmação. Essa ironia é típica do espírito irreverente da Jovem Guarda, movimento do qual Erasmo foi um dos principais nomes. O verso “Meu carro é vermelho / Não uso espelho pra me pentear” faz referência direta à paixão do artista por automóveis, um traço conhecido de sua personalidade, e sugere um estilo de vida descontraído, onde a vaidade surge de forma natural, sem grandes preocupações.
A letra constrói a imagem do jovem popular e descolado, apelidado de “Tremendão”, que se destaca pelo visual (“cabelo na testa”), pelo jeito de se vestir (“botinha sem meia”) e pela facilidade em conquistar garotas (“Ter muitas garotas para mim, é normal”). Ao afirmar “sou o dono da festa / Pertenço aos dez mais”, Erasmo expressa a ideia de pertencer a uma elite jovem admirada, reforçando o clima de celebração e autoconfiança. O tom leve e bem-humorado, junto à mistura de rock e MPB, transforma “O Bom” em um retrato divertido e carismático da juventude dos anos 1960, ao mesmo tempo em que satiriza e celebra o mito do jovem irresistível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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