
Odeon
Ernesto Nazareth
Nostalgia e memória cultural em “Odeon” de Ernesto Nazareth
A letra de “Odeon”, escrita por Vinícius de Moraes sobre a melodia de Ernesto Nazareth, expressa uma saudade profunda de um tempo e de um ambiente cultural marcados pelo choro e pelo antigo Cinema Odeon. O verso “Ai quem me dera / O meu chorinho há tanto tempo abandonado” faz referência direta à história da música: Nazareth costumava tocar no saguão do cinema, tornando sua obra um ponto de encontro de memórias e emoções para quem frequentava o local. O chorinho, nesse contexto, vira símbolo de um passado “lindo, era triste, era bom”, misturando nostalgia e ternura, e reforçando o tom melancólico típico do gênero.
A canção também destaca a relação afetiva entre o ouvinte e a música, como em “É só carinho, meu chorinho / Quando pega e chega assim, devagarzinho...”, mostrando que o choro é mais do que uma expressão musical: é um elo emocional capaz de trazer alegria e dor. O pedido para que o bandolim “não tocar tão lindo assim / Porque parece até maldade” revela o poder da música de despertar sentimentos intensos, quase dolorosos em sua beleza. Ao longo da letra, há uma lamentação pela passagem do tempo e pela perda de uma sensibilidade coletiva — “Já ninguém chora mais por ninguém” —, mas também um desejo de reviver a poesia e a esperança que o chorinho representa. Assim, “Odeon” se torna um tributo à memória, à música e à delicadeza das emoções que resistem ao tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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