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El perfume del pan

Eugenio Majul

Letra

O perfume do pão

El perfume del pan

Quando as circunstânciasCuando las circunstancias
me aproximam, de repente,me acercan, de improviso,
de uma cesta de pãoa una cesta de pan
e do cheiro maravilhosoy al gratísimo olor
que o pão exala,que el pan exhala,
como um abrigocomo un abrigo
me envolve esse perfume,me cubre ese perfume,
me acalma,Me serena,
me tranquiliza,me calma,
impregna o ar ao redorimpregna el aire del contorno
e transborda minha alma de saudades.y me desborda el alma de nostalgias.

O perfume do pão,El perfume del pan,
como há muito tempo,como hace mucho tiempo,
como nos doces dias da infância,como en los dulces días de la infancia,
uma vez,alguna vez,
imaginariamente,imaginariamente,
vai me sentar de novo à mesa dos meus velhosvuelve a sentarme a la mesa de mis viejos
e me aperta a garganta por um instante...y me oprime un instante la garganta...

O perfume do pão,El perfume del pan,
que nunca é levado pelo vento,que no se lleva el viento nunca,
que fica na casaque se queda en la casa
enquanto houver um pedaçomientras haya un pedazo
do pão da manhã...del pan de la mañana...

O perfume do pão... e o pão,El perfume del pan... y el pan,
esse pássaro paradoese pájaro quieto
que eu imagino pássaroque lo imagino pájaro
ainda que não tenha asas...aunque no tenga alas...

O perfume do pão,El perfume del pan,
um quintal... meus dois velhosun patio... mis dos viejos
e a infância distante,y la niñez lejana,
hoje na minha memória.ahora en mi recuerdo.


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