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Vou Rodar a Cidade (part. Manim Vaqueiro)

Evoney Fernandes

Desejo e fuga em “Vou Rodar a Cidade (part. Manim Vaqueiro)”

A faixa de Evoney Fernandes transforma um rompimento frio do dia a dia em piada amarga. Ele diz “eu te amo”, mas assume um “coração covarde” e sai para comprar companhia só para não doer. O verso “Pagando eu acho um amor de verdade” tem duplo sentido — pagar bebida/rolê na noite ou programa —, um humor autoirônico que o “Pai da Seresta” domina desde “Seu Osmar”.

A narrativa é direta: a vida a dois esfriou, faltam cuidado e carinho. Ele mostra isso em “peço a toalha.../você virada pra lá” e decide terminar mesmo repetindo “eu te amo”. Na sequência, planeja “rodar a cidade” atrás das “paty” (gíria para garotas da balada/patricinhas), buscando só “matar a vontade” e não criar “saudade” — prazer imediato como anestesia da desilusão.

A parceria com Manim Vaqueiro injeta o tempero da vaquejada — giro, festa, estrada —, que se encaixa no arrocha/seresta de Evoney e vira uma sofrência debochada: fim à vista, riso na boca e pé na rua. Produzida por Ramon no Beat e composta por Gabriel Guedes, “Vou Rodar a Cidade (part. Manim Vaqueiro)” usa essa fusão para narrar uma fuga emocional típica do forró: coração doído, ironia afiada e a cidade como refúgio provisório.

Composição: Gabriel Guedes. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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