Exibições da letra 1

Veja só como sou nojenta
Estou encharcada em sobras
Puro sintoma de doença
Sou o sinônimo de porca

Sujei tem dias, entre seus dentes
Sem um enxague, pasta de dente
Me jorrou tudo pelos ares
Diversas vezes

Foi uma festa
E nesse chão, eu sou o poço
Respingando tudo que resta
Tá vendo a ilha que eu virei?

Fosse eu cuspe, me mirou teto
Virei enxurrada, desci um nojo
Tá bom assim pra sua testa?

Mas não negue o alívio
Que eu trago pra sua tosse!
Só que não tem nenhum sentido
Não me expelir

Quando te forço
Olha eu ali, como critério
Pra sua segunda inútil
Prescrevo drogas fúteis

No seu atestado médico
Olha eu, encaminhamento
Se eu apareço em conjunção
Dores na perna, dores no peito

Sou caso grave de internação
E o embrulho no estômago que vai embora
Quando eu narro as honras da sua indigestão
Quando eu te melhoro!

E te deixo em paz!
Você me sente na sua goela
Você me bebe com tudo
E quando eu engulo tudo

Você perde o juízo
E implora pra eu não parar
Sequér consegue fechar
Seus olhos ou seu sorriso

Sou presente onde quer que eu me deite
Mas também posso me esconder
E o faço por vergonha
Quando eu me engulo seca

Ou então frustrada
Logo enfurecida por um mau sentido
De que sou menos que você!
E pra me vingar, jogo-me fundo no seu caldo

No áspero da sua língua
Eu afogo
Eu afogo
Eu afogo

Composição: Júlia Mendes Rios de Souza. Essa informação está errada? Nos avise.

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