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Baio Kilero

Fabiano Bachieri

LetraSignificado

    Trocava orelha meu zaino
    Quando ganhei a canhada
    O silêncio se atorava
    Pelo sonido da espora

    Parece que a pampa chora
    Velando o baio estirado
    E sobre as cruz do cavalo
    Da ronda encurtava as horas

    O vento embala a crinera
    Como a brindar um galope
    E a flauta dos pajonais
    Tocam o cortejo da morte

    O Sol imita uma hóstia
    Sobre o altar da canhada
    Toldo y viúvas pelas cercas
    Silentes e enfileiradas

    Se foi o baio kilero
    Fazer sua última viagem
    Arroz, fumo y quanto traste
    Carregou, varando noites
    Sem montura, nem açoites
    Sem suas bolsas penduradas
    Se foi o baio kileiro
    Cruzar a última picada!

    O pelo espera o sereno
    Irmão de tantas jornadas
    E as japecangas enredadas
    Foram encolhendo os espinhos

    O tecelão que fez ninho
    Usando a crina do baio
    Hoje falhou no trabaio
    Tá manso, quieto e sozinho

    Se foi o baio kilero
    Despacio, num passo manso
    Cruzou a milicada ao tranco
    Que sempre andavam ligeiro

    Não tem mais peso e arreios
    Nem o olhar da milicada
    Solito, junto a picada
    Se foi, se foi o baio kilero!

    Composição: Juliano Gomes / Evair Suárez Gomez. Essa informação está errada? Nos avise.

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