
Big Bang
Fabio Brazza
Reflexões existenciais e históricas em “Big Bang” de Fabio Brazza
A música “Big Bang”, de Fabio Brazza, se destaca por unir referências históricas, filosóficas e científicas para discutir a origem e o fim da existência. O rapper utiliza figuras como Calígula, símbolo da decadência e do abuso de poder, e Prometeu, que representa a criação e o sacrifício pelo conhecimento, para aprofundar a inquietação existencial presente na letra. Esses elementos aparecem em meio a questionamentos sobre o sentido da vida diante do caos e da transitoriedade, como no trecho: “Eu vejo uma luz efêmera / Sair da câmara / Seria a lâmpada? / Seria a lâmina?”.
A canção também aborda a inevitabilidade do fim, seja individual ou universal, ao citar imagens como o Sol transformando tudo em pólvora e o oceano engolindo o mundo “feito pálpebras”. Ao mencionar dogmas, álgebra, Pitágoras e báskara, Brazza sugere que nem a ciência nem a religião conseguem explicar ou evitar o colapso final. O verso “Não me culpe tá? Se amanhã não houver música / Se tudo se acabar / Numa década / Num século” reforça a ideia de que tudo é passageiro, inclusive a arte. No desfecho, a letra sugere um ciclo eterno de criação e destruição, com a possibilidade de uma nova vida surgindo do nada, como em “Alguma bactéria / Que criará um cérebro... Será filho de Deus”, fazendo referência ao mito de Prometeu e à ideia de que a vida pode recomeçar a qualquer momento, além do controle humano ou divino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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