Pelas ruas da cidade
Pessoas andam num vai e vem
Não veêm o cair da tarde
Vão nos seus passos como reféns
De uma vida sem saída
Vida sem vida, mal ou bem

Pelos bancos desses parques
Ninguém se toca sem perceber
Que onde o sol se esconde
O horizonte tenta dizer
Que há sempre um novo dia
A cada dia, em cada ser

Não é preciso uma verdade nova
Uma aventura pra encontrar
Nas luzes que se acendem
Um brilho eterno

E dar as mãos
E dar de si além do próprio gesto
E descobrir feliz que o amor
Esconde outro universo

Pelos becos, pelos bares
Pelos lugares que ninguém vê
Há sempre alguém querendo
Uma esperança, sobreviver
Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter

Não é preciso uma verdade nova
Uma aventura pra encontrar
Nas luzes que se acendem
Um brilho eterno

E dar as mãos
E dar de si além do próprio gesto
E descobrir feliz que o amor
Esconde outro universo

Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter

Talvez, quem sabe por
Essa cidade passe um anjo
E, por encanto, abra suas asas
Sobre os homens

E dê vontade de se dar
Aos outros sem medida
A qualidade de poder viver
Vida, vida, vida, vida

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Composição: Rosa Giron / Claudio Rabello / M. Perez. Essa informação está errada? Nos avise.
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