
Andrea
Fabrizio De André
A dor e o luto em "Andrea" de Fabrizio De André
Em "Andrea", Fabrizio De André aborda de forma sensível uma relação homoafetiva em meio ao contexto conservador da Itália dos anos 1970. A música narra a história de Andrea, que perde seu amado de "riccioli neri" (cachos negros) durante a Primeira Guerra Mundial, nos montes de Trento, região marcada por batalhas violentas. Essa ambientação histórica reforça o impacto da separação forçada pela guerra e destaca o sofrimento causado tanto pelo conflito quanto pelo preconceito da época.
O poço, citado nos versos "Andrea raccoglieva violette ai bordi del pozzo" (Andrea colhia violetas à beira do poço) e "gettava riccioli neri nel cerchio del pozzo" (jogava cachos negros no círculo do poço), simboliza o luto e o ritual de despedida de Andrea. O diálogo com o poço, que o alerta sobre sua profundidade, representa o abismo emocional vivido pelo personagem. Quando Andrea diz "Mi basta che sia più profondo di me" (Basta que seja mais profundo do que eu), ele expressa o desejo de se perder em algo maior que sua própria dor. A escolha de De André por uma melodia folk e instrumentos tradicionais intensifica o clima melancólico, enquanto a coragem de tratar o amor entre dois homens e o sofrimento da guerra faz de "Andrea" uma canção marcante e socialmente relevante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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