
'a çimma
Fabrizio De André
Tradição e afeto familiar em “'a çimma” de Fabrizio De André
Na música “'a çimma”, Fabrizio De André transforma a receita tradicional da cima alla genovese em uma narrativa que valoriza a rotina doméstica e a herança cultural da Ligúria. O uso do dialeto genovês reforça a identidade regional e aproxima o ouvinte das raízes familiares, despertando sentimentos de nostalgia e pertencimento. A letra detalha cada etapa do preparo, desde “Ti t'adesciàe ‘nsce l'èndegu du matin” (você acorda ao amanhecer) até a finalização do prato, destacando como o ato de cozinhar pode carregar significados afetivos e simbólicos.
As metáforas, como “Bell'oueggè strapunta de tùttu bun” (belo travesseiro recheado de tudo de bom) e “Àia de lùn-a vègia de ciaèu de nègia” (aroma de lua velha, de céu de neve), ampliam a experiência sensorial da culinária, conectando sabores e aromas a lembranças e emoções. O refrão “Cè serèn tèra scùa / Carne tènia nu fàte nèigra / Nu turnà dùa” sugere uma bênção ou proteção, como um ritual doméstico que afasta o mal e preserva a harmonia do lar, reforçado pela menção a Maria e à expulsão dos “diài” (diabos) da panela. Dessa forma, De André usa a preparação da cima como símbolo da transmissão de tradições, da união familiar e da valorização das pequenas alegrias diante das dificuldades do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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