O Grau da Febre (part. Dum-Dum, L. Cipriano e Conexão Revolucionária)

Facção Central

Ao governo opressor, a burguesia racista
A mídia falsa, e aos canalha homicidas
Na ação L, Cipriano, DJ Jeff, pondo o sistema na mira
Do ABC pra Zona Sul, na parceria meu Mano DumDum
É FC e CR, aqui é o rap sem medo na febre

Se o sangue ainda ferve, a neurose é total
Aqui é Conexão, e Facção Central
Pra quem mergulha no dinheiro, e não sabe o que é passa fome
É 1.2 cena do louco, pra quem não quer ser o meu clone
Eu lamento a suas lágrimas, não comove o ladrão
Se não tem comida no prato, tem madame no caixão
A febre é mil grau, sem motivos pra sorri
Se no teste é reprovado, vai pra maca da U-T-I
Infelizmente é ibope, que sobe pro noticiário
E o boy no Jardim Europa, vendo tudo ali sentado
Na sua SKY dando risada, pra ele tá normal
Sabe que a minha vida, vale menos que um real
Legal pra vadia, que despreza o pivete
No farol vira refém, do mesmo que o sangue ferve
Aí espera o Luiz Bacci, exibir na reportagem
Os cães farejadores, na busca do seu cadáver

Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando sente o grau da febre

Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando sente o grau da febre

Filma e manda pro Datena, ganha ibope
A sangue da periferia, em horário nobre
Induzido pelo som, alvejado na XT
Na cintura uma quadrada, sorte se sobrevive
Menor infrator com 16, a culpa é do sistema a culpa é de vocês
Querem homicídio, e não meu raciocínio
Latrocínio, mais um puxando o gatilho
Enquanto houver linha de frente, nessa trincheira
A verdade tem que ser dita, sem tapar o Sol com a peneira
Querem testa o gás, querem testa minha febre
Cadê a merenda, da escola e da creche
Governador deputado, prefeito Bolsonaro
Enviados do inferno, farinha do mesmo saco
Nossa conexão, é revolucionaria
Que com aval do presidente, será armada

Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando sente o grau da febre

Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando sente o grau da febre

Não adianta nem chora, quando o ladrão tá com a PT
No farol na sua cara, só assim pra entender
Porque o sangue ferve, como as larvas do inferno
Hé a febre queima, os pensamentos no seu cérebro
No cemitério clandestino, descartamos os rivais
Que se exibir limpa o rabo, com nota de cem reais
A ignorância dessas fitas, é papo reto DJ Jeff
Se loco ainda é pouco, eu te apresento Lúcifer
Carro do ano brindado, cordão de ouro no pescoço
Conta bancária entupida, deixa os vermes apetitoso
E dessa forma pra arrasta, em comunidade carente
Pra fazer guerra nas ruas, e mata covardemente
Mas o povo empapuçou, de só tiro e matança
A favela só quer paz, saúde e segurança
Pois quem mata também morre, vira alvo no palanque
A maldade na cabeça, vem no efeito bumerangue
Pra quem escorre o suor, puxando carroça todo dia
Pegando papelão, ferro velho ou latinha
Eu não vejo intercessão, de deputados nesses fatos
O inimigo que se cresce, é o rico de nível miserável
Um bando de vermes de vocês eu tenho nojo
Quero ver vocês na lama, ser tratados como porco
A sua estrutura, em cargo publico é golpe
É o benefício do meu povo, que em campanha vocês envolve
Nas boates Club Disco, e nos restaurantes chiques
Cocaína e whisky, com vagabundos de elite
Mas se fosse como nós, reconhecia o valor
Da migalha no meio do lixo, como esmola do doutor
Uma dezena de mendigos, perde a vida hipotermia
Com cobertor sujo e fedido, pra se manter na noite fria
Nessa porra de país, que o desrespeito prevalece
Aos canalhas pé de blék, esse é o grau da nossa febre!

Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando senti o grau da febre
Ratatata, nosso sangue ainda ferve
Então vem fazer o teste, otários pé de blék
Os inimigos não se cresce, se treme se derrete
Sem dó sem piedade, quando sente o grau da febre


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