
Baião de Rua
Fagner
Infância roubada e crítica social em “Baião de Rua”
“Baião de Rua”, interpretada por Fagner, transforma a figura do menino de rua em um símbolo da infância perdida pela desigualdade nas cidades. Logo no início, o verso “É um menino nu, que brotou do chão perto do sinal, perdeu a luz, pedindo pão” retrata de forma direta a realidade de crianças em situação de vulnerabilidade, que surgem quase invisíveis no cotidiano urbano, sobrevivendo entre carros e sinais de trânsito. O uso do termo “baião” no título e no refrão conecta essa dura realidade ao ritmo nordestino, tradicionalmente ligado à alegria e resistência, criando um contraste entre a musicalidade envolvente e a crítica social da letra.
A canção traz imagens do cotidiano, como “carro, geladeira, liberdade, tudo chora pelo seu olhar”, mostrando que até objetos e conceitos comuns parecem lamentar a situação dessas crianças. O trecho “Somos um, somos dois, somos três... Somos sete, canivetes” sugere a multiplicidade desses meninos e a violência à qual estão expostos. Já “Um biscoito pra nós oito e um bilhão pro barão” evidencia a desigualdade social, contrapondo a escassez vivida por muitos à riqueza de poucos. O final, com “Sabiá já voou, sumiu”, pode ser entendido como a esperança que se esvai ou a busca por liberdade, usando o sabiá como símbolo de sonhos que escapam. Ao misturar elementos do baião com a realidade urbana, Fagner, junto aos compositores Fausto Nilo e Nonato Luiz, cria uma música que provoca empatia e reflexão, sem perder a força e o ritmo da cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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