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Pelo Vinho e Pelo Pão

Fagner

Contradições humanas e simbolismo em "Pelo Vinho e Pelo Pão"

"Pelo Vinho e Pelo Pão", de Fagner, explora as dualidades presentes nas relações humanas, como desejo e recusa, prazer e risco, necessidade e satisfação. O verso “Beijos de doce veneno, quero sim e quero não” resume bem essa ambiguidade, mostrando como o envolvimento afetivo pode ser ao mesmo tempo atraente e perigoso. Outros trechos, como “Quantos olhos você tem pra me falar” e “Quantas bocas você diz a me olhar”, reforçam a ideia de que as relações são complexas, cheias de diferentes pontos de vista e sentimentos.

O título e o refrão “Pelo vinho e pelo pão” trazem símbolos universais: o vinho, ligado ao prazer e à celebração, e o pão, ao sustento e à necessidade básica. Juntos, representam a busca por equilíbrio entre o material e o espiritual, o cotidiano e o extraordinário. A repetição de imagens como “Claros pelos evidentes / Nascerão em cada mão / Lívidos e conscientes / Pelo vinho e pelo pão” sugere um ciclo de renovação e consciência, onde cada experiência, mesmo cheia de dúvidas, contribui para o amadurecimento. A parceria entre Fagner e Zé Ramalho, dois grandes nomes da música nordestina, enriquece a canção com referências poéticas e culturais, tornando-a um retrato sensível das contradições e buscas do ser humano.

Composição: Zé Ramalho, Composição de Zé Ramalho. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Vanderley. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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