
Ave Noturna
Fagner
Solidão e resistência no sertão em “Ave Noturna” de Fagner
Em “Ave Noturna”, Fagner constrói uma atmosfera de solidão profunda ao usar imagens do sertão nordestino para expressar sentimentos de isolamento e resistência. O eu lírico se compara a uma “ave noturna” e a um “deserto onde ninguém quer viver”, mostrando não só tristeza, mas também uma sensação de não pertencimento. Metáforas como “pedra de ponta”, “areia quente nos dedos” e “vereda de espinhos” reforçam essa conexão com a paisagem árida do Nordeste, transformando a dor pessoal em um reflexo das dificuldades da região.
O contexto do álbum, lançado durante o regime militar, é importante para entender a força simbólica da música. Ao misturar elementos tradicionais nordestinos com influências contemporâneas, Fagner faz da afirmação de identidade um ato de resistência. Trechos como “fogueira do meio dia” e “tiro certeiro” trazem imagens de intensidade e sobrevivência, mostrando que, apesar da vulnerabilidade, há também coragem e determinação. Assim, “Ave Noturna” vai além do lamento: é uma declaração de existência diante da adversidade, valorizando a cultura nordestina e a ousadia artística do álbum.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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