
Cavalo Ferro
Fagner
Impactos da modernização em "Cavalo Ferro" de Fagner
Em "Cavalo Ferro", Fagner utiliza a imagem do "cavalo ferro" para ilustrar o avanço da modernização e da tecnologia sobre o Brasil rural, especialmente durante as grandes transformações sociais e políticas do início dos anos 1970. O termo faz referência ao trem ou a outros símbolos do progresso industrial, que cruzam os "campos verdes" e o "planalto central". Essa escolha remete diretamente à construção de Brasília e à expansão do país para o interior, temas marcantes do período do regime militar.
A letra traz uma crítica social clara, como nos versos “concreto cego, surdo e cego / por dentro desse velho mundo”. O concreto simboliza a urbanização acelerada, que avança sem considerar os impactos humanos e ambientais, tornando-se insensível e alienante. Já o trecho “onde se divide, se divide, se decide / o bem e o mal” aponta para o poder centralizado em Brasília, onde decisões políticas influenciam todo o país, reforçando o clima de tensão e incerteza da época. O contexto de censura e repressão intensifica o significado da música: a insistência de Elis Regina em cantar a versão original, mesmo sob risco, transformou "Cavalo Ferro" em um símbolo de resistência artística e de questionamento sobre os rumos do Brasil moderno.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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