
Romanza
Fagner
Paixão visceral e dor no sertão em “Romanza” de Fagner
Em “Romanza”, Fagner explora a intensidade do amor por meio de imagens que misturam violência e sensualidade, criando uma atmosfera marcada por desejo e sofrimento. A letra traz elementos típicos do sertão nordestino, como “espinhos, esporas”, “ferraduras de prata” e “cavaleiro castanho”, que se unem a símbolos de dor e prazer. Isso sugere que o amor é vivido de forma intensa e física, deixando marcas profundas, como nos versos “pedras no meu peito / aberto em chaga amor”. Metáforas como “facas rasgando o corpete” e “suspiros parto criança” reforçam a ideia de que a entrega amorosa é, ao mesmo tempo, criação e ferida, nascimento e morte.
A colaboração entre Fagner, Belchior e Fausto Nilo, com arranjos de Hermeto Pascoal, enriquece a canção com uma atmosfera densa e levemente sombria. Imagens como “breu e cal manchas de sangue” e “toque a defunto / das dores doida de estrada” trazem à tona a reflexão sobre a finitude e a intensidade dos sentimentos, aproximando amor e morte como experiências extremas. Metáforas como “gavião cara-donzela” e “cachorro que não se aquieta” representam impulsos instintivos e inquietações internas, enquanto o “lençol cheiro de alfazema” oferece um breve alívio sensorial em meio à tensão. No final, a frase “conheço a morte e a paixão” resume o tema central: viver o amor é se arriscar, sentir dor e se entregar por completo, elementos que definem a identidade poética da música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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