
Nada Sou
Fagner
Identidade e resistência no sertão em “Nada Sou” de Fagner
A música “Nada Sou”, de Fagner, explora a busca por identidade em meio ao cotidiano e à cultura do sertão nordestino. Logo no início, versos como “Eu não sou eu / Sou enxada no barro do chão, sou sertão” mostram que o eu lírico se reconhece mais nos instrumentos de trabalho e na terra do que em uma identidade individual. Essa identificação com o coletivo e com o ambiente reforça o sentimento de pertencimento à cultura popular e à luta diária do povo sertanejo.
A canção, composta no final dos anos 1960 e premiada em um festival regional, carrega um forte tom de contestação social. Elementos como “sou espada, sou granada, sou toada” misturam imagens de resistência, violência e música, sugerindo que a identidade é formada pelas experiências e contradições do lugar. Referências a figuras como Lampião, no trecho “pecado no corpo fechado de Lampião”, unem religiosidade, lenda e transgressão, enquanto “sou panfleto voando e rolando do avião” aponta para uma identidade fragmentada e dispersa, talvez refletindo as lutas políticas da época. Ao afirmar “Sou um deus a pedir um holocausto de outro deus”, a música aprofunda o conflito entre crenças e valores, mostrando a complexidade de quem vive entre o individual e o coletivo, o sagrado e o profano, o sertão e o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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