
Paralelas
Fagner
Solidão e desejo não correspondido em “Paralelas” de Fagner
Em “Paralelas”, Fagner utiliza imagens do cotidiano para retratar a distância emocional entre o protagonista e sua amada. A metáfora das “paralelas dos pneus n'água das ruas” sugere que, assim como linhas paralelas nunca se encontram, o desejo de proximidade do personagem é sempre frustrado. O verso “Só tens agora os carinhos do motor” reforça essa solidão, mostrando que o protagonista busca conforto no carro e no movimento, tentando preencher o vazio deixado pela ausência do amor.
A música também aborda o contraste entre sucesso material e vazio afetivo. No trecho “no escritório em que eu trabalho e fico rico / Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor”, Fagner mostra que conquistas profissionais e riqueza não compensam a falta de uma conexão verdadeira. As menções ao Corcovado e a Copacabana, pontos marcantes do Rio de Janeiro, representam tentativas de encontrar consolo em lugares conhecidos, mas acabam apenas ressaltando o isolamento do personagem. O refrão “teu infinito sou eu” expressa o desejo intenso de ser tudo para a pessoa amada, ao mesmo tempo em que evidencia a distância emocional entre eles. Assim, “Paralelas” constrói uma narrativa sobre a busca por significado e afeto em meio à rotina fria da vida moderna.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Fagner e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: