
Mote e Glosa
Fagner
Reflexão sobre tradição e novidade em “Mote e Glosa”
Em “Mote e Glosa”, Fagner utiliza a repetição da expressão “é o novo” para questionar o verdadeiro valor da novidade. Logo no início, essa insistência chama atenção para a busca constante por algo novo, mas sugere que essa busca pode ser vazia ou ilusória. A escolha da estrutura de "mote e glosa", tradicional na poesia nordestina, reforça o tom reflexivo da música e conecta a canção à cultura popular, ao mesmo tempo em que coloca em dúvida o que realmente significa ser novo.
A letra contrapõe imagens como “Passarim no ninho (tudo envelheceu)” e “Cobra no buraco (palavra morreu)”, mostrando que até o que nasce ou se esconde acaba perdendo o frescor ou o sentido com o tempo. O verso “Você que é muito vivo / Me diga qual é o novo” desafia o ouvinte a identificar algo verdadeiramente novo, sugerindo que as mudanças podem ser apenas superficiais. Ao repetir a pergunta “Me diga qual é o novo”, Fagner e Belchior ironizam a busca incessante por novidades e apontam para a efemeridade dos conceitos e das palavras. Assim, a música propõe uma reflexão sobre como o tempo e a tradição influenciam o significado das coisas, questionando se o novo realmente existe ou se é apenas uma ilusão passageira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Fagner e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: