
Porto Solidão
Fagner
Solidão e autoconhecimento em "Porto Solidão" de Fagner
Em "Porto Solidão", Fagner utiliza a imagem do veleiro repousando na palma da mão para expressar o desejo de controlar o próprio destino, mas também evidencia a fragilidade desse controle diante das forças imprevisíveis da vida. A metáfora do mar atravessa toda a música, representando o coração e seus "segredos diversos, naufragados e sem tempo", ou seja, sentimentos e memórias profundas que permanecem escondidas, como destroços submersos.
O verso repetido "Rimas de ventos e velas, vida que vem e que vai" destaca a transitoriedade da existência, comparando a vida ao movimento das embarcações levadas pelos ventos. Isso sugere que as pessoas também são guiadas por circunstâncias e emoções passageiras. Em contraste, a solidão aparece como algo constante, que "fica e entra", mostrando-se persistente mesmo diante das mudanças. O trecho "me arremessando contra o caís" transmite o impacto doloroso de retornar ao isolamento, como se, após cada tentativa de conexão, restasse apenas o confronto com a própria solidão. O contexto histórico da música, marcada pela interpretação intensa de Jessé e por diversas regravações, reforça seu apelo universal ao abordar sentimentos humanos profundos por meio de imagens simples e ligadas ao mar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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