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Parle à ma main (part. Yelle et Christelle)

Fatal Bazooka

Empoderamento e sátira jovem em “Parle à ma main”

"Parle à ma main (part. Yelle et Christelle)", de Fatal Bazooka, usa o humor e a ironia para transformar o clichê da rejeição – o famoso "Parle à ma main" ("Fale com a minha mão") – em um hino debochado de empoderamento feminino. A música popularizou a expressão na França, tornando-a um bordão para afastar pretendentes inconvenientes e deixando claro o desinteresse das protagonistas de forma direta e sem rodeios.

A letra faz uma sátira dos estereótipos adolescentes, misturando situações cotidianas, como o cara que "me matte le cul" ("fica olhando para minha bunda") ou o desejo de ter um scooter para se sentir livre, com críticas ao materialismo e à superficialidade das relações. O tom exagerado é proposital: as personagens se gabam de atributos físicos, reclamam dos pais e dos garotos, e até dizem, de forma cômica, que "os meninos não servem pra nada". O refrão repetitivo e as respostas automáticas reforçam a ideia de que elas não se importam com as investidas masculinas, enquanto frases como "on couche, puis deux: on t'note" ("a gente transa, depois: te dá uma nota") ironizam a objetificação invertida. A performance caricata de Michaël Youn como Christelle Bazooka deixa claro que tudo é uma grande paródia, mas com uma mensagem central de autonomia e autoconfiança feminina.

Composição: William Geslin / Nicolas Brisson / Michael Youn / Jurij Prette / Dominique Gauriaud. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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