
Súplica do Rio
Fátima Gimenez
Memória e preservação em "Súplica do Rio" de Fátima Gimenez
A música "Súplica do Rio", de Fátima Gimenez, aborda de forma sensível o impacto da degradação ambiental sobre a vida e as lembranças de quem cresceu próximo ao rio. O verso “O caniço de alfinete que eu pescava lambari... São retalhos da infância transformados em saudade” mostra como as memórias de uma infância simples e feliz se transformam em saudade diante da destruição do ambiente natural. Elementos regionais, como o "biguá" e a "água-pé", reforçam a ambientação e evidenciam as perdas: o biguá, ave típica dos rios, já morreu, e a água-pé não floresce mais, simbolizando o desaparecimento da vida e da beleza do ecossistema.
O apelo “Não deixem morrer meu rio, me ajudem por favor!!!” transforma a canção em um pedido urgente de socorro, tanto para o rio quanto para as memórias afetivas da narradora. A letra mistura nostalgia e lamento, mostrando que a destruição do rio representa também a perda de uma parte fundamental da identidade de quem viveu ali. Ao citar o "quero-quero" morrendo e o grito da ave como lamento, a música amplia o sentimento de perda para toda a fauna local, tornando o apelo ainda mais universal. "Súplica do Rio" vai além de uma denúncia ambiental: é um pedido sincero pela preservação da natureza e das raízes culturais e emocionais ligadas a ela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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