
Absinto
Fátima Guedes
A dor e a saudade em “Absinto” de Fátima Guedes
Em “Absinto”, Fátima Guedes utiliza a imagem do absinto para expressar a intensidade da dor causada pela saudade e pela mágoa. A escolha dessa bebida, conhecida por seu efeito alucinógeno, reforça como as lembranças do passado podem ser tão fortes e perturbadoras quanto uma embriaguez. No verso “Eu bebo essas águas passadas / Como um vinho”, a personagem mostra que se alimenta de memórias antigas, mesmo sabendo que elas não trazem consolo, apenas aumentam o sofrimento emocional.
O trecho “Um absinto / De mágoa, de insônia e de saudade” associa a bebida ao desejo de anestesiar sentimentos dolorosos. Aqui, a embriaguez é simbólica: representa a tentativa de esquecer ou aliviar a dor da ausência de alguém querido. Quando diz “Eu bebo a tua ausência de carinho”, a solidão se torna algo quase físico, algo que se consome diariamente. O medo do futuro e a incerteza diante da solidão aparecem em “Eu me embriago / Porque meu futuro é muito vago”, destacando o tom melancólico da canção. Por fim, a repetição de “Eu tenho sede / Eu tenho medo / Do que será de mim” resume o sentimento de desamparo e vulnerabilidade de quem, mesmo tentando se anestesiar, não consegue fugir da dor da perda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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