
Passional
Fátima Guedes
Ironia e maturidade no fim em "Passional" de Fátima Guedes
Em "Passional", Fátima Guedes aborda o fim de um relacionamento com uma ironia sutil e um olhar maduro, especialmente notável considerando que a canção foi composta quando ela tinha apenas 15 anos. Logo no início, a narradora pede: "não diga adeus toda hora", mostrando que o drama da despedida já virou um ritual repetitivo e até cansativo. Frases como "não morra de pena de mim" e "o que eu sinto é coisa que passa e não mora" reforçam essa postura direta e desapegada, desmontando o clichê do sofrimento amoroso. A letra sugere que, apesar da dor, o tempo ou até mesmo uma bebida podem aliviar o que parece insuportável no momento, trazendo um tom realista para a experiência do término.
O título "Passional" e versos como "esse amargo terror passional" destacam o tom dramático, mas a própria letra brinca com esse excesso, quase ironizando o sofrimento. Ao dizer que o amor "não foi nada de raro" e teve um "magro final", a canção desromantiza a relação, mostrando que ela foi comum e terminou de forma simples, "começa na cama e termina metade carnal". O desejo de se despentear e se desesperar "pela casa afora" revela a teatralidade do luto amoroso, mas também aponta para uma libertação: ao abrir mão do papel de "senhora" do outro, a narradora retoma sua autonomia. Assim, "Passional" equilibra emoção e distanciamento, mostrando que é possível viver o drama do fim, mas também observá-lo com autocrítica e humor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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