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Badja Tina

Fattú Djakité

Resistência e liberdade feminina em "Badja Tina" de Fattú Djakité

Em "Badja Tina", Fattú Djakité utiliza o ritmo tradicional Tina, típico da Guiné-Bissau, como símbolo de resistência e valorização cultural. Ao trazer o Tina para o centro da música, tanto no título quanto na sonoridade, a artista transforma essa tradição em uma ferramenta de denúncia contra práticas como o casamento infantil e o abuso sexual, comuns em algumas comunidades do país. A repetição do verso “I misti badja tina” (“Eu quero dançar tina”) vai além do simples desejo de dançar: expressa a vontade de viver com liberdade, celebrar a própria identidade e romper com as restrições impostas às meninas e mulheres.

A letra apresenta imagens que evocam leveza e transformação, como em “Suma burbuleta, suma Karaba” (“Sobe borboleta, sobe Karaba”), sugerindo o desejo de escapar e se reinventar. Quando Fattú afirma “Ami n' ka misti sedu mindjer ki medu ta kala” (“Eu não quero ser mulher que o medo cala”), ela deixa claro seu posicionamento contra o silenciamento feminino, reforçando o grito de liberdade que já destacou em entrevistas. O trecho “Firma suma pe di mangu / Badja o ku bentu ta bana” (“Firme como o pé do mangue / Dança onde o vento te leva”) ressalta a força e a resiliência diante das dificuldades. Assim, "Badja Tina" se consolida como um hino de afirmação pessoal e coletiva, incentivando coragem e mudança social por meio da música.

Composição: Fattú Djakité / Dieg. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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