
Coça Barriga
Fausto
Ironia e escapismo urbano em “Coça Barriga” de Fausto
Em “Coça Barriga”, Fausto utiliza o refrão repetitivo “Coça, coça a barriga” para ironizar a busca por distrações simples diante do peso da vida urbana. A expressão funciona como uma metáfora para prazeres passageiros e rotinas vazias, evidenciada em palavras como “pantominas”, “patavinas”, “vitaminas”, “nicotinas”. Esses elementos representam tentativas de anestesiar a angústia e o desespero causados pelo cotidiano opressor e pela incerteza do futuro. O próprio Fausto já comentou sobre como a cidade e o dia a dia podem ser mais sufocantes do que qualquer maldição sobrenatural, o que fica claro nos versos: “foi esta cidade / esse muro / aquele estranho futuro / a tropeçar na avenida”.
A letra adota um tom irônico e descontraído, mostrando o narrador entre o deboche e a resignação. Ele promete rir, aproveitar e cantar, mesmo que isso signifique se perder “em doses fatais”. As referências a lugares como Manágua e Olhos-d’Água simbolizam o desejo de fuga e renovação, uma esperança de felicidade que está sempre próxima, mas nunca totalmente alcançada: “ainda um dia destes sou feliz / por um triz”. Assim, Fausto retrata com leveza e sarcasmo a luta entre desespero e esperança, mostrando como as pessoas tentam sobreviver à indiferença do mundo moderno por meio de pequenas fugas e ironias do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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