
Navegar, Navegar
Fausto
Contrastes históricos e emoção em "Navegar, Navegar"
"Navegar, Navegar", de Fausto, explora o fascínio das grandes navegações portuguesas ao mesmo tempo em que denuncia as consequências humanas dessas expedições, especialmente a escravidão. O trecho “Já vou de grilhões nos pés / Já vou de algemas nas mãos / De colares ao pescoço / Perdido e achado / Vendido em leilão” faz referência direta à condição dos escravizados, mostrando como a epopeia marítima também foi marcada por dor e exploração. A citação “Adeus morenas de Goa” reforça o elo com as colônias portuguesas na Índia, trazendo à tona tanto a saudade quanto a complexidade das relações coloniais.
O refrão “Navegar, navegar” simboliza a busca constante por novos mundos, mas também representa um ciclo de desafios, perdas e reencontros. A letra alterna entre o desejo de proximidade – “Mergulhar no teu corpo / Entre quatro paredes / Dar-te um beijo e ficar” – e a inevitabilidade da partida, marcada pela saudade e pela incerteza do retorno. O tom nostálgico e reflexivo é reforçado pela consciência das injustiças históricas, mas também pela resiliência presente em “Trago um jeito bailarino / Que apesar de tudo baila / No meu olhar peregrino / Nos abismos do mar”. Fausto, assim, constrói uma narrativa que celebra a aventura e a descoberta, sem ignorar o peso da opressão e da saudade, transformando a travessia marítima em uma metáfora poderosa para a condição humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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