
CRIME
Febem
A crítica social direta em “CRIME” de Febem
Em “CRIME”, Febem utiliza o refrão “falar a verdade virou crime” para destacar como a sociedade criminaliza não apenas ações, mas também as vozes vindas das periferias. A música retrata de forma direta as dificuldades enfrentadas por jovens das áreas urbanas marginalizadas, evidenciando episódios de violência policial e discriminação. Trechos como “Mão na cabeça na porta da escola aos dez ano de idade” mostram como o preconceito e a repressão afetam desde cedo quem vive nessas regiões, tornando o sonho de ascensão social algo constantemente ameaçado.
A letra também traz metáforas e referências culturais para ilustrar a luta diária desses jovens. O verso “Se a vida é um ringue como ouço falar / Tá vivo é o cinturão” compara a sobrevivência à disputa de um campeonato, onde estar vivo já é uma conquista. Ao citar a série “La Casa de Papel” e marcas como Lacoste e Chanel, Febem critica o fascínio por símbolos de status e a exclusão social, mostrando como esses elementos são desejados, mas muitas vezes inacessíveis ou ligados a práticas ilegais. Com uma abordagem crítica sobre racismo, desigualdade e hipocrisia social, Febem constrói uma narrativa autêntica, reforçada pela sonoridade do grime, que intensifica o tom urbano e contestador da faixa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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