
Ímpar
Febem
Resistência e orgulho periférico em “Ímpar” de Febem
Em “Ímpar”, Febem expressa uma postura de resistência coletiva diante da marginalização e opressão vividas nas periferias. O refrão repetido, “Contra nós, contra nós, con-con-contra nós quem puder”, funciona como um grito de sobrevivência e afirmação, mostrando que, mesmo após serem "massacrados", continuam firmes. O contexto do EP “Prata” e a influência do funk reforçam a música como uma celebração da cultura periférica e um manifesto de maturidade, especialmente após o nascimento de sua filha Liz, que trouxe ao artista uma nova visão de responsabilidade e esperança.
A letra traz referências diretas à realidade das periferias, como em “De onde venho, silêncio é a lei” e “Exemplo do que vem de baixo e atinge”, destacando a força de quem cresce em ambientes hostis. O verso “No banco dígitos, no kit, listras” faz alusão ao desejo de ascensão financeira e ao consumo de marcas, comuns no rap e no funk, mas também aponta para a busca por dignidade e reconhecimento. Ao citar “Bênção pra Dona Maria” e “Vendo minha cria no mundo crescendo”, Febem conecta sua luta à família e à comunidade, mostrando que sua resistência é motivada pelo desejo de um futuro melhor para os seus. A crítica social aparece em “A estrutura do estado, não vejo / Quem te que fazer a não ser eu mesmo”, evidenciando a ausência do poder público e a necessidade de autossuficiência. Assim, “Ímpar” se destaca como um retrato realista da vida periférica, marcado por orgulho, fé e a recusa em se render.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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