
Zombie
Fela Kuti
Crítica ao autoritarismo militar em "Zombie" de Fela Kuti
Em "Zombie", Fela Kuti utiliza a figura do zumbi para criticar a obediência cega dos soldados nigerianos durante o regime militar. Ele transforma comandos militares em uma denúncia direta à desumanização e à falta de pensamento crítico nas forças armadas. Ao repetir frases como “Zombie no go think, unless you tell am to think” (Zumbi não pensa, a menos que você mande ele pensar) e ordens como “Go and kill! Go and die! Go and quench!” (Vá e mate! Vá e morra! Vá e apague!), Fela mostra como os soldados se tornam autômatos, apenas cumprindo ordens sem questionar. O ritmo repetitivo do Afrobeat reforça essa ideia de automatismo, alinhando a música à mensagem da letra.
O contexto histórico é fundamental para entender o impacto de "Zombie". Lançada em 1976, a música foi uma resposta direta ao regime militar opressor da Nigéria. Sua repercussão foi tão grande que resultou em um ataque violento à comuna de Fela Kuti, levando à morte de sua mãe. Ao satirizar comandos como “Attention! Quick march! Left turn! Right turn!” (Atenção! Marcha rápida! Vire à esquerda! Vire à direita!), Fela não só ridiculariza a disciplina militar, mas também denuncia a violência institucional e a repressão política. Expressões como “no break, no job, no sense” (sem pausa, sem trabalho, sem sentido) reforçam a crítica à alienação dos soldados, que acabam servindo como instrumentos de opressão. Por isso, "Zombie" segue sendo um símbolo de resistência e protesto contra regimes autoritários.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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