
Omolú, O velho Orixá | Ponto Omolú / Obaluaê
Felipe de Carvalho
Relação entre morte e cura em “Omolú, O velho Orixá”
A música “Omolú, O velho Orixá | Ponto Omolú / Obaluaê”, de Felipe de Carvalho, explora a simbologia de Omolú, orixá associado ao cemitério, à morte e à renovação. A imagem do “homem velho no meio da calunga” sugere a presença de Omolú no espaço entre a vida e a morte, já que "calunga" é um termo que remete ao cemitério e ao domínio desse orixá sobre o ciclo de fim e recomeço. Mesmo sem citar a palavra diretamente, a música cria uma atmosfera de respeito e reverência, típica das tradições afro-brasileiras.
A descrição de Omolú “todo coberto de palha, com seu xaxará na mão” faz referência à sua representação tradicional. O uso das palhas serve para proteger os vivos do contato direto com o orixá e suas feridas, mas também simboliza sua capacidade de cura. O xaxará, instrumento ritualístico, é central nos rituais de louvação e cura. O verso “minhas feridas abertas, hoje fechadas estão” destaca o papel de Omolú como curador, não só de doenças físicas, mas também de sofrimentos emocionais e espirituais. A música enfatiza a experiência de transformação e fé, mostrando a importância do respeito, da licença e da gratidão diante do sagrado. O refrão reforça a devoção e a confiança no poder de Omolú, celebrando sua presença tanto nos rituais quanto no cotidiano dos devotos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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